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Manuseio de fogos nos festejos juninos exige cuidados

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O uso de fogos de artifício faz parte da cultura nordestina dos festejos juninos. Difícil pensar numa dessas festas sem o estampido dos mesmos. Entretanto, assim como é preciso ter cuidados ao acender fogueiras, os fogos também exigem atenção, dado que as queimaduras, decorrentes de acidentes, são as ocorrências mais comuns no período.

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Camaçari (Compdec) alerta que é preciso estar atento à classificação indicativa do grau de pólvora dos fogos. Ela vem expressa nas embalagens dos artefatos, e variam de A até D, sendo a classe A indicativa de menor grau de risco, e a classe D o maior. “Vamos realizar visitas às casas de vendas de fogos em Camaçari, a partir da próxima semana. Além disso, vamos visitar o espaço onde está sendo montada a estrutura do Camaforró”, informou o gestor do órgão, Ivanaldo Soares, ao explicar que essas medidas são para garantir a segurança do público em geral nos festejos. Em tempo, pede que os familiares redobrem os cuidados com suas crianças.

De acordo com a Defesa Civil, fogos da classe A são representados por aqueles de menor ou nenhum estampido, como as estrelinhas, chuvinhas e traques de massa. Os da classe B são os fogos de estouros e assobios, que só devem ser adquiridos por maiores de 16 anos. Rojões e vulcões se encaixam na classe C, e só podem ser vendidos para maiores de 18 anos. O manuseio de fogos da classe D só é recomendado para pessoas habilitadas, como peças pirotécnicas presas em armações, fogos com calibres maiores, salva de tiros e afins. Esse cuidado se deve ao fato de que são os mais perigosos.

Prática menos usual, mas ainda recorrente, a Compdec chama a atenção que soltar balões é crime ambiental, previsto no artigo 42 da Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, visto que são vetores potenciais de incêndios de largas proporções. A pena de detenção varia de um a três anos ou multa, ou ambas cumulativamente, segundo o dispositivo legal. Outro cuidado que se deve ter é ao acender fogueiras. Para isso, o órgão orienta que seja disposta camada grossa de areia, separando o revestimento da via das toras de madeira, para que não haja deformação do piso.

Em casos em que o acidente vir a se tornar fato, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) deve ser imediatamente acionado pelo 192. Como medida emergencial, a coordenadoria orienta que seja colocado um pano limpo por cima, pressionando levemente o ferimento, sem fazer qualquer tipo de torniquete ou similares.

Outros órgãos qualificados para prestar atendimento e auxiliar na resolução de problemas dessa natureza são o Corpo de Bombeiros, acionado através do 193, ou a própria  Compdec, pelo tridígito 199.
 

Agencia de Notícias

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