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Camaçari

Vereadores de situação e oposição ao governo municipal opinam sobre 1º Audiência Pública do PDDU de Camaçari

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Uma atividade bastante conturbada, com a participação efetiva da plenária e com embates entre apoiadores do governo municipal e de militantes de oposição. Assim foi a 1º Audiência Pública sobre a construção do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari, realizado na Câmara de Vereadores, na tarde desta segunda-feira (15/05).

Em entrevista ao Portal, o presidente da Câmara, Flávio Matos (União Brasil), disse que “a oposição não quer que Camaçari avance, quer que retroceda”, e lamentou as interferências no andamento da Audiência. “Eles fizeram um papel ridículo na Casa do Povo, na discussão de uma peça importante para o desenvolvimento da cidade. Nós temos um PDDU ultrapassado, de 15 anos, onde a cidade era de um jeito, mas hoje é de outro. A gente precisa mostrar para a população que nós queremos o desenvolvimento de nossa cidade, a atração de investimentos e essa é a ferramenta que vai permitir que Camaçari avance, evolua, mas parece que a oposição não quer isso, quer fazer política já pensando na eleição do ano que vem, e não pensam que as pessoas estão desempregadas, que precisam realmente de oportunidades no mercado de trabalho, existem várias ocupações, condomínios e loteamentos que estão de forma irregular e a gente precisa organizar isso. Tem um vetor de crescimento importante e que a gente precisa explorar mais, que é a nossa costa, com o turismo, com a atração de emprego e renda, mas a oposição quer fazer política o tempo inteiro, achando que já ganhou a eleição do ano que vem, por isso atrapalhou aqui hoje o trabalho da Sedur e de toda equipe técnica”.

Na oportunidade, o presidente falou sobre o que pensa da participação na Audiência, da ex-secretária de Desenvolvimento Urbano, Juliana Paes, que foi impedida de falar por aliados do governo, e que após grande confusão e até mesmo se negar ao entregar o microfone, criticou a condução da Audiência. “Se prestou a um papel feio aqui hoje, pouco republicano, fico triste. Ela já foi secretária do município e talvez ela não der a devida importância a isso. Talvez ela não saiba o quanto atribuiu no currículo dela ser secretária de um município como Camaçari. Não respeita o povo de Camaçari, não trata a gente como igual, quer passar por cima. Ela sempre foi assim, muito poderosa, arrogante, e está lá em Provérbios, que ‘a arrogância precede a queda’, e sinto muito ver ela fazer um papel desse”, salientou.

O vereador Gilvan Souza (PSDB) ressaltou a importância do PDDU. "É uma expectativa de desenvolvimento, de recuperação de algumas perdas. É uma peça que trata de pautas importantes, a exemplo do turismo, pois temos um turismo de sol e mar, mas não temos ele definido como uma segunda receita, então essa é a expectativa, de colocar ele de fato na da pauta econômica do município. Camaçari tem suas características químicas e petroquímicas, terceiro setor e precisamos fazer com que o município se torne competitivo novamente, atraindo os grandes negócios, haja vista que estamos perdendo empresas para Recife, Ceará, para algumas cidades do estado da Bahia, para São Paulo. Então Camaçari precisa estar em competitividades nas questões de encargos, tributos, incentivos, e o PDDU é a oportunidade de desenvolvermos nossa cidade, apresentarmos novas propostas e encaminhamentos no social, na infraestrutura, mobilidade e economia".

Segundo o vereador Gilvan, a discussão calorosa na Audiência, se deu justamente por conta da importância da peça. “Eu respeito a política de oposição, eu acho que é o papel deles na retomada de poder, tem que abrir debate, para mim está tudo tranquilo. A gente só não pode desrespeitar as questões físicas, não podemos chegar as vias de fato. Então enquanto estivermos nesse debate apenas caloroso e político, apesar de ser uma peça extremamente importante, a política está inserida em tudo. Estamos com um PDDU licitado, o consórcio que ganhou a licitação já está aqui apresentando o plano de trabalho, houve uma judicialização, então a discussão que inviabiliza o início ou a conclusão do PDDU, já foi para a justiça e precisa ser regularizada. Então tudo que foi discutido em plenário fica subjetivo, o que temos de fato é uma empresa contratada e já trabalhando”, exaltou.

Para o vereador Dentinho do Sindicato (PT), falta transparência na construção do PPDU. “A gente não pode fazer prevalecer os grandes empresários. Pegar uma empresa que ligada a secretária e ao prefeito, para dar R$ 8 milhões para fazer um PDDU, e não cumprir o rito que tem que ser feito. O Plano é para ser discutido com a população, mas os vereadores da base estão parecendo que estão em uma Sessão Especial, uma Audiência Pública da Câmara, e não é. O PDDU tem um rito a ser cumprido e nós queremos participar como todos. Nós estudamos o rito na sexta-feira para estar aqui hoje. Acompanhamos a ex-secretária que fez todo o projeto, então não formaram mesa, o mestre de cerimônia foi quem estava lendo o rito, abriram só para 10 pessoas da população falar. Nós estamos definindo o futuro da cidade para os próximos 10 anos”, salientou.

O petista reforçou ainda que a peça deve ser debatida com a população, e não com funcionários de carreira e nomeados na Prefeitura. “Tem moradores de Monte Gordo, Vila de Abrantes e outros lugares que nem sabe que o PDDU está sendo discutido. Não se faz um PDDU a noite, não colocaram carro de som na rua comunicando a população. Tem muita gente que não vem na Câmara. Além disso a publicação do primeiro projeto tinha o valor de R$ 675 mil, e foi para R$ 8 milhões com a nova empresa, para onde vai esse dinheiro? Por que esse dinheiro todo? É você roubar o povo de Camaçari. Estou aqui fazendo minha parte como cidadão, filho dessa cidade, porque a gente precisa entender que Camaçari tem que ser tratada com transparência”.

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