Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp
Traduzir:

Outras

PF suspeita de fraude nos certificados de vacinação contra Covid-19 do ex-presidente Bolsonaro, da filha e ex-assessores

Compartilhar com UTM
Link copiado! Agora você pode colar o link com UTM no seu Instagram.

Um relatório emitido pela Polícia Federal (PF), está servindo como base na investigação de suspeita de fraude no preenchimento do cadastro online de vacinação contra Covid-19, do ex-presidente Jair Bolsonaro, de sua filha caçula e de ex-assessores. Segundo documento, os certificados foram emitidos pelo usuário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no aplicativo ConecteSUS.

A investigação aponta que os dados falsos foram inseridos e no dia seguinte o documento foi emitido. No caso da filha de Bolsonaro, o certificado foi emitido dia 27 de dezembro, em inglês, para que ela pudesse embarcar para os Estados Unidos, onde se encontraria dois dias depois com o pai.

Jair Bolsonaro afirmou em entrevista, que não se vacinou contra a Covid-19, negou a participado de qualquer fraude e disse ainda que nos Estados Unidos não pediram o certificado. A PF diz que no dia 21 de dezembro do ano passado, informações sobre a aplicação de duas doses da vacina da Pfizer contra Covid-19, foram inseridas no registro do ex-presidente.

O documento destaca também que seis dias depois, às 20h59, os dados foram excluídos do sistema por uma servidora identificada como Claudia Helena Acosta Rodrigues Da Silva, com a justificativa de "erro". Outros dois certificados foram emitidos após a exclusão das informações pela servidora e neles traziam dados de doses da vacina da Janssen, aplicadas em 2021.

O relatório afirma que a conta de Bolsonaro no ConecteSUS foi acessada por uma conexão feita do Palácio do Planalto e outra por meio do celular do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, considerado braço direito do ex-presidente. A PF ressalta que em outro momento o usuário do ex-presidente no sistema do Ministério da Saúde passou a ser associado a um e-mail de um outro assessor de Bolsonaro, Marcelo Costa Câmara, que integrou a comitiva dos Estados Unidos, entre janeiro e março deste ano.

Na conclusão a PF salienta “os elementos informativos colhidos demonstraram coerência lógica e temporal desde a inserção dos dados falsos no sistema SI-PNI até a geração dos certificados de vacinação contra a Covid-19, indicando que Jair Bolsonaro, Mauro César Cid e, possivelmente, Marcelo Costa Câmara tinham plena ciência de inserção fraudulenta dos dados de vacinação, se quedando inertes em relação a tais fatos até o presente", diz.

Mais em Outras

Notificação de Nova Postagem
Imagem