Um relatório emitido pela Polícia Federal (PF), está servindo como base na investigação de suspeita de fraude no preenchimento do cadastro online de vacinação contra Covid-19, do ex-presidente Jair Bolsonaro, de sua filha caçula e de ex-assessores. Segundo documento, os certificados foram emitidos pelo usuário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no aplicativo ConecteSUS.
A investigação aponta que os dados falsos foram inseridos e no dia seguinte o documento foi emitido. No caso da filha de Bolsonaro, o certificado foi emitido dia 27 de dezembro, em inglês, para que ela pudesse embarcar para os Estados Unidos, onde se encontraria dois dias depois com o pai.
Jair Bolsonaro afirmou em entrevista, que não se vacinou contra a Covid-19, negou a participado de qualquer fraude e disse ainda que nos Estados Unidos não pediram o certificado. A PF diz que no dia 21 de dezembro do ano passado, informações sobre a aplicação de duas doses da vacina da Pfizer contra Covid-19, foram inseridas no registro do ex-presidente.
O documento destaca também que seis dias depois, às 20h59, os dados foram excluídos do sistema por uma servidora identificada como Claudia Helena Acosta Rodrigues Da Silva, com a justificativa de "erro". Outros dois certificados foram emitidos após a exclusão das informações pela servidora e neles traziam dados de doses da vacina da Janssen, aplicadas em 2021.
O relatório afirma que a conta de Bolsonaro no ConecteSUS foi acessada por uma conexão feita do Palácio do Planalto e outra por meio do celular do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, considerado braço direito do ex-presidente. A PF ressalta que em outro momento o usuário do ex-presidente no sistema do Ministério da Saúde passou a ser associado a um e-mail de um outro assessor de Bolsonaro, Marcelo Costa Câmara, que integrou a comitiva dos Estados Unidos, entre janeiro e março deste ano.
Na conclusão a PF salienta “os elementos informativos colhidos demonstraram coerência lógica e temporal desde a inserção dos dados falsos no sistema SI-PNI até a geração dos certificados de vacinação contra a Covid-19, indicando que Jair Bolsonaro, Mauro César Cid e, possivelmente, Marcelo Costa Câmara tinham plena ciência de inserção fraudulenta dos dados de vacinação, se quedando inertes em relação a tais fatos até o presente", diz.






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