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Camaçari

Shopping Boulevard Camaçari expõe lembranças do Camafolia

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Faltam poucos dias para o início oficial do Carnaval da Bahia 2023, e o Shopping Boulevard Camaçari está ofertando para o público que visita o empreendimento, uma Exposição sobre o Camafolia, festa de rua que acontecia na década de 90 na cidade. A exposição foi idealizada pelo artista plástico e decorador, Deo Senna e a frente do espaço, está o ex-coordenador de eventos do município, Bira Chinelle.

No local estão expostos abadás, fotos e relíquias da época, que remetem ao evento onde desfilavam diversos trios para um público de cerca de 150 mil pessoas por dia. Na festa que acontecia no mês de novembro, trabalhavam 1.500 pessoas, sendo 700 da Prefeitura de Camaçari e o restante divididos entre a polícia e outros órgãos.

Bira Chinelle conta com saudade como começou o Camafolia, ainda na gestão do então prefeito José Tude, em 1997. “Já existia micareta na cidade, mas ele queria fazer algo mais organizado. O prefeito sugeriu fazer um projeto e levar para Mazana, que era um escritório do Chiclete com Banana e que realizava carnavais fora de época. Quando o orçamento chegou ele tomou um susto e mandou suspender, e aí juntamos as peças, os coordenadores e nós mesmos decidimos fazer da nossa forma, com o nosso conhecimento e foi dando certo. O percurso era saindo do lado da Câmara, pegando toda a Jorge Amado, fazendo o contorno em frente ao Assaí e retornando pelo Clube Social até a Prefeitura Municipal”, conta.

Foram realizadas oito edições da festa que ficou conhecida em toda a Bahia. “Ganhou uma proporção tão grande que estava ultrapassando a micareta de Feira de Santana. E a gente já tinha noção dos carnavais fora de época com o Carnatal, o Precajú, visitamos essas festas pra ver como elas funcionavam para poder realizar um grande projeto em Camaçari”.

Sobre a possibilidade de retorno do Camofolia, Bira Chinelle ressalta que e que é possível sim e que não existe diferença da festa de Camaçari para o Carnaval da Bahia. “Temos a mesma reponsabilidade, o mesmo projeto, o mesmo empenho de fazer um Carnaval, mesmo com algumas alterações de percurso, cabe sim em um novo formato, inclusive na grade de atrações com bandas que não tragam tanto problema e confusão. Já existe hoje no Brasil toda essa modernidade, independente da festa de Arembepe que é a maior hoje no município, considerada e reconhecida como um festival, só é a gestão querer”

Em relação ao custo benefício, Bira Chinelle ressalta que uma festa nesse porte a Prefeitura só gasta com atração e organização. “Naquela época os camarotes e arquibancadas eram conceção, ou seja, uma empresa montava e vendia. Então a Prefeitura não tinha custo nenhum com essa estrutura e da mesma forma pode fazer hoje, e com uma condição melhor, preparando pessoas para buscar um grandes patrocínios, além disso na época eram 5 mil empregos diretos e indiretos, imagine hoje. O comércio de Camaçari era aquecido, ganhava hotel, mototáxis, táxis, restaurantes, dentre outros setores".

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