A importância de Vila de Abrantes para os 264 anos de emancipação política de Camaçari foi demonstrada no último domingo (18/09), com a realização do desfile cívico. Alunos de escolas públicas, grupos culturais e populares, entidades, associações, bandas de percussão e fanfarras coloriram e deram o tom da festa realizada pela Prefeitura Municipal, com o apoio de diversas secretarias.
A gestora da pasta da Cultura (Secult), Márcia Tude exaltou a diversidade cultural das alas. “A gente tenta acompanhar e abraçar todas essas manifestações populares. Eu vejo aqui na rua o edital Evandro Amaro, onde investimos R$ 1 milhão de reais nas fanfarras, as bandas estão administrando esse valor e fico muito feliz de ver elas organizadas, todo mundo de roupa nova. Vejo aqui também hoje homenagens a Mestre Sardinha, tem coisa que mexa mais com nosso coração que ver isso, de ver a história de nossa cidade sendo contada pelo povo”.
Após dois anos sem acontecer desfiles cívicos, o momento para a secretária de Educação (Seduc), Neurilene Martins, era de celebração com o retorna da população as ruas. “Meu coração fica acelerado, são mais de dois mil estudantes mostrando a valorização da ciência, a valorização da solidariedade, da sustentabilidade, da união e foi aqui onde tudo começou, por isso temos que celebrar essa história, e principalmente depois de uma pandemia”.
Mesmo pensamento da primeira dama do município, Ivana Paula. “É um momento de termos gratidão a Deus pela pandemia ter passado e hoje a gente ter a oportunidade de estar aqui comemorando o aniversário de nossa cidade, junto com o povo, com toda essa energia positiva, felizes, onde eles demonstram que amam desfilar”, disse.
O vice-prefeito José Tude destacou que o desfile cívico é um evento familiar e de confraternização. “Eu andei aqui no entorno e vi as famílias em frente as casas esperando o desfile passar e isso é muito bonito, é algo que nos emociona porque é um ato cívico, por isso parabenizo todos os moradores desse importante distrito de Camaçari, onde tudo começou”.
Uma das apresentações mais esperadas pelo público foi a passagem da Bamuca que agitou a arquibancada. “Feliz em estar aqui, a pandemia prejudicou bastante a banda, estava com um grupo coeso, nesses dois anos parados muita gente se afastou, e agora estamos retomando os trabalhos, reagrupando, tem muita gente nova chegando, quase 70% dos integrantes são novos e por isso o trabalho será diferente, mas a mesma qualidade de sempre”, explicou o presidente da banda, Pedro Souza.
Uma das novidades do desfile desse ano foi a participação do grupo Asfalte Bike. “Ficamos felizes ao solicitar a nossa participação trazendo o desfile ciclístico e recebemos o retorno positivo. Está sendo algo inovador, acho que isso nunca aconteceu na história dos nossos desfiles cívicos e não vou mentir que estou muito feliz e alegre, estamos aqui com nosso grupo, parceiros, ciclistas. É algo que veio para impactar e o ciclismo também é cultura”, exaltou a presidente Analice Silva, conhecida popularmente de Casa Grande.





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