Guarda-vidas que atuam na costa de Camaçari precisam de mais estrutura e equipamentos

 

Na praia de Jauá, na costa de Camaçari, tem seis postos de Grupamento Marítimo de Camaçari, os guarda-vidas. Um fica na Oca, outro no Japonês, tem na Sororoca, no Papagaio, na praia do Grilo e na Maria Maria. Nesses locais ficam agentes que trabalham para assegurar a vida dos banhistas, garantir a segurança e prevenir afogamentos.

O trabalho dos guarda-vidas começa logo cedo com a sinalização dos locais perigosos. “Colocamos bandeiras, verificamos onde estão as correntes, geralmente elas ficam no mesmo lugar, em frente as pedras tem sempre uma corrente de retorno, e quando as pessoas mesmo assim insistem em enfrentar o perigo aí a gente parte para o segundo quesito que  é a prevenção, onde chamamos a atenção, damos advertência para elas procurarem outro lugar mais apropriado para o banho e não vir a se afogar, ter um mal subido ou até mesmo algo que leve a custar sua vida”, explica o guarda-vidas William Tailan.

O guarda-vidas reforça que a prevenção é o elo primordial da “cadeia de sobrevivência” nas praias. “Jauá tem muitas pedras, muitos corais, a gente orienta que os banhistas não subirem nas pedras, pode se cortar com uma ostra, ou até mesmo uma onda vir, uma maré de enchente e acabar derrubando elas, então o nosso trabalho não é só o sinistro na hora que a pessoa está se afogando, mas também orientamos os banhistas sobre o melhor lugar para o banho. Prevenir é salvar”, destacou William.

O guarda-vidas chama atenção ainda para a importância de instalação de um mirante, estrutura que facilitaria uma maior visão dos agentes. “Conseguiríamos ver acima dos sombreiros, a gente precisa dessa elevação do nível da praia, para a gente poder enxergar bem as correntes de retorno, onde as pessoas estão tomando banho e poder chegar com antecedência até eles. Os mirantes são de extrema importância, eles nos dariam uma visão aprimorada da praia, mas a gente não tem e existe essa necessidade, precisa muito, já solicitamos e estamos aguardando uma resposta dos órgãos responsáveis”, ressaltou.

Segundo William, por conta do uso de bebida alcoólica, os adolescentes e jovens são as vítimas mais frequentes de afogamento. “Ficam alvoroçados, pra frente, corajosos, as vezes até desrespeitam a nossa orientação e entram no mar. Um jet-ski também nos ajudaria muito nos dias de maré cheia iria facilitar o nosso trabalho e o GRAER chegaria só para dar um suporte, ou as vezes nem seria necessário solicitar sua presença, porque iriamos varar a linha de corais que é imensa, ou seja, para adentrar essa parte temos que escolher ou um lado ou o outro, porque só tem uma entrada e uma saída, e perdemos muito tempo na hora de salvar, então precisamos de um meio de condução rápida, e a resposta seria muito mais rápida com o jet-ski”, relatou.

No dia que a equipe esteve na praia, no último domingo (20/06), uma senhora foi puxada por uma corrente marítima e foi realizada uma ação de resgate. “Se não estivéssemos aqui hoje seria mais um número para a estatística”, disse William.

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