Os moradores do bairro Jardim Brasil, em Camaçari, que tiveram as casas alagadas pelas chuvas dos dias 21 e 22 de abril, estavam com uma reunião agendada com a secretária de Infraestrutura (Seinfra), Joselene Cardim, para às 14h, desta sexta-feira (06/05), após manifestação pelas ruas da cidade, que seguiu até a Câmara Municipal, onde foram recebidos por vereadores. Ao chegar hoje na Secretaria, a comissão foi surpreendida com a mudança da agenda para um encontro maior, com a participação do prefeito Elinaldo Araújo e com representantes de todas as pastas envolvidas no atendimento social, de segurança da população e prevenção de futuras enchentes na cidade.
A comissão de moradores foi recebida na Secretaria de Governo (Segov), onde a Defesa Civil de Camaçari, explicou que as chuvas dos dias das ocorrências, foram as maiores já registradas na cidade e por isso as cinco comportas da barragem do Rio Joanes foram abertas, contribuindo para o transbordamento do Rio Camaçari, atingindo na maioria, casas construídas em locais irregulares. “Eu tenho uma casa de andar, moro na parte de cima, na casa de baixo não tinha nenhum inquilino no momento, não perdi móveis, mas presenciei o desespero dos meus vizinhos, estou aqui para apoiar a causa, mas minha pergunta é, até quando esse problema vai se arrastar, vamos esperar morrer alguém?”, questionou o morador Fábio.
Os moradores relataram suas perdas e pediram, dentre outras coisas, que sejam retiradas as manilhas da ponte da Avenida Rio Camaçari, para livre passagem da água, além de uma ajuda mais efetiva para as famílias que perderam tudo na enchente. O chefe do executivo ressaltou na oportunidade, que antes do ocorrido, já estava acompanhando a previsão do tempo e cobrando dos secretários alternativas para resolver o problema do Jardim Brasília em especial, que esbarra em questões burocráticas, decretos que envolvem a pandemia, e a mau uso de verbas destinadas as obras do Rio Camaçari por gestões anteriores.
Segundo o prefeito Elinaldo Araújo, para atender ao pedido da população sobre a ponte, é preciso que a União libere R$ 60 milhões ou ele retire do orçamento de outras pastas o valor, já que só tem R$ 90 milhões destinados a obra, que custa no total R$ 150 milhões. “A conta não fecha. Então se eu for a Brasília solicitar o aporte, eu quero levar dois moradores do bairro que vivenciaram o problema e entendem do assunto. Mas antes precisamos saber quando finaliza as obras da ponte Bel Monte, na Lama preta, para decidirmos se vamos seguir com essa empresa que tem o contrato da obra ou não. Vamos chamar ela para uma conversa, com a participação de vereadores e moradores para garantir a transparência do processo, e ver se a gente abre a ponte que corta a Avenida rio Camaçari”, pontuou o gestor.
Ainda durante a reunião foi pautado o fato de muitos moradores já terem sido indenizados, e por falta de fiscalização do poder público, voltaram paras as casas ou venderam os imóveis. Foi decidiod que cada caso será estudado e destinado as pastas competentes.
Marcaram presença na reunião os vereadores da bancada governista Flávio Matos, Niltinho, Vaninho da Rádio, Jamessom, Gilvan Souza, Jamelão, Herbinho e de oposição o parlamentar Tagner, além de secretários municipais, procuradores, engenheiros e técnicos.





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