No mês de abril o Portal recebeu diversas denúncias em relação ao atendimento prestado por plantonistas do Pronto Atendimento Dr. Artur Sampaio, em Vila de Abrantes. Passamos as reclamações para o Distrito Sanitário da Orla, mas nos últimos dias o site voltou a receber reclamações em relação ao “descaso com os pacientes”.
Em um dos relatos a mãe de uma gestante conta que a filha com sangramento passou mais de duas horas para receber atendimento. “Cheguei às 12h45 com minha filha com 41 semanas durante a troca de plantão e o médico que deveria estar no consultório atendendo estava dormindo. Quando eu comecei a reclamar meus direitos ele disse que eu estava querendo me aparecer”.
Em outro caso uma internauta disse que fez a ficha e foi chamada 1h40 minutos depois. “Um médico estava no plantão e quando o outro chegou eles ficaram lá conversando, e o povo passando mal, chegando gente desmaiada e eles lá conversando. Falei com o rapaz da recepção que me disse que não adiantaria muito reclamar porque o secretário já tinha ido lá e não tinha resolvido nada. É um absurdo esperar tanto tempo para ser atendido enquanto o médico bate papo”.
Ao levar a comadre na UPA para atendimento por conta de um abcesso no pé, uma outra internauta disse que quando chegou no PA já tinham 12 pacientes aguardando o médico chegar, sendo que o profissional que estava de plantão foi embora por ter encerrado seu horário. “Para um sair o outro tem que estar na casa, não é? Tinha uma grávida perdendo sangue, um homem de cadeira de rodas, um doente mental em crise e outras pessoas sentido dores, precisando de ajuda. Quando cheguei a mãe da gestante disse que já tinha quase duas horas aguardando atendimento do plantonista. Mas soube que o médico já estava na casa, tinha chegado de outro plantão e estava dormindo”, denunciou.
A falta de receituário também foi pautada em uma das denúncias. “Tinha uma mãe com uma filha com alergia, o corpo cheio de placas e o médico não pode passar o remédio porque não tinha papel para prescrever a receita e na administração não tinha ninguém. Nesse dia inclusive o atendimento estava sendo manual porque o sistema parou, o negócio foi sério. Depois que eu cheguei, uns 40 minutos depois que o médico passou a atender”.
Nosso objetivo ao expor esses relatos é chamar a atenção do poder público em relação ao atendimento ofertado principalmente em unidades de urgência e emergência, onde as pessoas precisam de um acolhimento diferenciado. Estamos a disposição da Secretaria de Saúde (Sesau) para dar uma resposta a população.



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