O município de Camaçari parou na manhã desta terça-feira (12). É que além dos servidores municipais e os professores da rede pública estarem em greve, motoristas e cobradores da VCI (Viação Cidade Industrial) travaram o trânsito e fizeram protesto bloqueando as ruas em torno da prefeitura.
A nossa equipe conversou com a secretária de Governo, Jailce Andrade, que falou sobre as medidas que estão sendo tomadas.
De acordo com a secretária, a questão dos rodoviários é uma disputa entre eles, que diante da situação resolveram travar o trânsito.
“A prefeitura não compactua e nem aprova esse tipo de ocorrência. O prefeito já chamou a STT para conversar sobre o assunto e a STT vai chamar as duas empresas, para que haja entendimento entre elas. E se for o caso, vamos autuar e penalizar os responsáveis, pois existe um acordo, um contrato estabelecido. Eles não podem ser prejudicados e nem podem prejudicar a população”, ressaltou a secretária.
Segundo o sindicato dos rodoviários, as cooperativas, as empresas geram emprego e por isso são abraçadas pela prefeitura. Ao ser questionada se havia essa diferença que eles estão alegando, a secretaria disse que a prefeitura abraça o serviço público que é prestado tanto pelas cooperativas como pelas empresas.
“Agente abraça o serviço publico que é prestado tanto pelas cooperativas como pelas empresas. E esse serviço público tem que ser prestado com qualidade e responsabilidade. Nós não compactuamos com a forma que foi conduzida essa questão. Nenhum deve tirar o espaço do outro”, pontuou Jailce Andrade.
Quanto a greve dos servidores a secretaria explicou que não é uma situação só do município de Camaçari, mas do Brasil inteiro.
“Estamos passando por um momento difícil, não é só Camaçari, mas o Brasil todo está passando por isso. Estamos vendo que a maioria dos municípios não está conseguindo dar reajuste aos seus servidores. Eu e o prefeito Ademar estivemos em um evento com o governador Rui Costa e ele nos contou que não vai pagar reajuste aos servidores estadual, pois não tem margem. Há uma lei pra isso. Mas o prefeito já declarou que vai correr esse risco e não vai deixar de dar o reajuste. Agora tem que estabelecer um percentual”, diz a secretária.





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