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Mulheres aprovam Moção de Apoio a Dilma

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Lideranças do movimento de mulheres e participantes da Sessão Especial que encerrou a programação do Mês da Mulher, na Câmara Municipal de Lauro de Freitas, nessa sexta-feira (1º), aprovaram Moção de Apoio a presidenta Dilma Roussef e de defesa da democracia. O coro de “não vai ter golpe” acompanhou pronunciamentos de feministas, representantes de religiões, parlamentares e pessoas da comunidade.


Palestrante da sessão, a deputada federal Moema Gramacho, foi enfática ao traçar um panorama da grave situação política do país e da ameaça à democracia. “Há questões inconcebíveis nesse processo de impeachment”. A base do processo são as chamadas pedaladas fiscais nas contas de 2015, que ainda não foram apreciadas pelo TCU nem pelo plenário da Câmara. “Isso revela o golpe. Numa das primeiras sessões depois que assumi, em 2015, estava na pauta de discussão do dia as contas de Itamar Franco. Imaginem, muitos de vocês nem tinham nascido. Mas para atacar Dilma, para o golpe, vale atropelar a ordem das pautas, rasgar a Constituição e as leis”.


Moema chamou as mulheres à luta em defesa da presidenta. Lembrou que os avanços dos últimos 13 anos são um marco na luta pelos direitos do segmento feminino, desde a criação da Secretaria de Políticas para Mulheres no governo Lula, à Lei do Feminicídio, sancionado pela presidenta Dilma, que torna crime hediondo quando a violência leva a mulher a óbito.


A vereadora Naide Brito – que propôs a sessão – dedicou a homenagem à presidenta. Para ela, as agressões sofridas por Dilma desde a campanha, em 2014, que descem ao mais baixo nível nunca imaginado, atingem a todas as mulheres.


“Se ilude quem pensa que é apenas contra a presidenta. O machismo exacerbado, a misoginia que explode nas redes sociais, revela um nível assustador da falta de ética, de humanidade e civilidade, que se vê também nos crimes contra a mulher, que colocam o Brasil no topo das estatísticas nesse tipo de violência no mundo”.
Professora universitária e líder feminista, a ex-secretária de Políticas para Mulheres de Lauro de Freitas Terezinha Barros criticou o baixo nível dos debates transmitidos pela TV Câmara e Senado – “um parlamentar não sabia o que é assédio” – e manifestou indignação com os ataques à presidenta Dilma. “É machismo. Nenhum homem passou pelas agressões que Dilma está passando. Isso por ser mulher”.


Com o lema do movimento feminista - “enquanto uma mulher sofrer violência todas as mulheres estarão sendo violentadas” - a presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher de Lauro de Freitas, Sulle Nascimento fez um pronunciamento contundente denunciando a misoginia em torno dos ataques à presidenta.


“É para toda mulher se sentir envergonhada com as palavras, as agressões e o ódio dirigidos à presidenta. Esse ódio é uma coisa pavorosa”. Para Sulle, filha de operário preso e torturado pela ditadura militar, a ameaça é muito maior do que se imagina. “Vi um grupo de homens brancos numa dessas passeatas com os braços para cima gritarem “Hitler”, outros pediam a volta da ditadura militar. Todos sabemos o que foi Hitler para a humanidade, para as mulheres, os negros e homossexuais. Isso é muito grave”.


Em defesa da democracia e dos programas sociais ameaçados também se pronunciaram a freira Irmã Isabel, que trabalha com jovens na comunidade de Itinga, a secretária de Governo de Camaçari, Jailce Andrade, e a ekedi do Terreiro Ilê Axé Iya Omin, Leonor Martins.


 
Assessoria de Comunicação
MANDATO DA VEREADORA NAIDE BRITO

Por: Portal Abrantes

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