A vereador Professora Angélica (PP), junto com o vereador Tagner (PT), realizavam uma vistoria nesta quarta-feira (04/08), na Escola Edvaldo Machado Boa Aventura, que está passando por obras da Prefeitura de Camaçari, quando foram impedidos de ter acesso as instalações da unidade por um vigilante, segundo a parlamentar. Nas redes sociais ela acusa o servidor de agredi-la, ao segurar forte em seu punho.

De acordo com Professora Angélica, o segurança justificou que a entrada só seria permitida com a autorização da secretária de educação. Mesmo com a recusa, a parlamentar insistiu em vistoriar e fez imagens com a chegada da diretora do colégio. Após deixar o local, já em sua casa, ela relatou que sentiu dores e procurou atendimento médico. “Agora que o sangue esfriou estou chegando aqui na Santa Helena para ser medicada e saber realmente o que está acontecendo com o meu punho”, disse em um vídeo publicado em sua rede social.
Ao lado do marido, ela gravou outro depoimento, já em frente a 18º Delegacia Territorial (DT) de Camaçari, onde fez um Boletim de Ocorrência (BO). “Eu espero que realmente isso pare em nosso município, não é a primeira vez que eu sou agredida, já fui agredida na Prefeitura Avançada, já fui agredida em UBS", pontuou Professora Angélica.

Na oportunidade, a parlamentar ainda questionou quem estaria dando ordens para impedir ela de fiscalizar. “Querem me parar? Mas eu digo, vocês não vão me parar não, porque eu estou aqui para fiscalizar e cobrar, porque não é possível que aquela parede do jeito que estava, que ele não queria deixar eu filmar, toda mal acabada, sendo pintada e quando fui reivindicar aconteceu isso comigo”, exaltou a vereadora mostrando o braço enfaixado.
Em nota, a Prefeitura de Camaçari, através da Secretaria de Educação (Seduc), disse que “se solidariza com a vereadora Professora Angélica”, que vai apurar o caso e “adotará as medidas cabíveis na forma da lei”. O texto ainda diz que a pasta repugna qualquer tipo de violência e respeita o trabalho dos parlamentares “que no uso de seu dever funcional, visitam as unidades escolares da rede, fiscalizando os atos do Poder Público”.
A nota finaliza ressaltando que a Prefeitura reforça que “o acesso dos parlamentares é livre e que não há nenhum tipo de orientação contrária sobre isso para os profissionais que atuam nos equipamentos públicos municipais”.





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