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Camaçari

Casos de abuso contra crianças e adolescentes em Camaçari aumentam durante a pandemia

Coordenadora do Conselho destaca a importância de descentralizar os serviços da sede

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“Aumentaram assustadoramente os casos de abuso e exploração de crianças e adolescentes em Camaçari, nesses quase dois anos de pandemia”. Essa afirmação foi feita pela coordenadora do Conselho Tutelar da costa, Edilene de Jesus Mota, a equipe do Portal Abrantes durante entrevista, nesta quarta-feira (26/05), na sede do órgão, em Arembepe.

De acordo com a coordenadora, a suspensão das aulas nas escolas como medida de enfrentamento a Covid-19, contribuiu para o aumento. “Nesse período a criança não tem o coleguinha para falar conversar com ele, não tem o porteiro que observa uma mancha no corpo dele, não tem o pessoal de limpeza, o diretor, o coordenador, o professor. Está em casa só com o agressor muitas vezes. E digo isso porque a maioria dos casos, uma média de 70% a 80%, quem comete o crime são pessoas da família e nesse período a vítima está mais exposta a essas violações, não só sexual, intelectual, abandono de incapaz, evasão escolar, enfim”, explica.

No mês de maio, é intensificado o combate a esse tipo de crime em todo o Brasil, em alusão ao Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual, quando em 1973, uma menina de oito anos foi sequestrada, drogada, espancada, violentada e morta. “Naquele tempo não tinha conselho, as pessoas acabaram ficando impune a essa violação tão grave causou a morte de uma criança. E a gente nesse mês quer conscientizar mais sobre a questão do abuso sexual, da exploração, a forma e como denunciar, como a denúncia chega ao conselho, dos nossos telefones, do Disque 100, se a denúncia fica só aqui, se ela se estende para a promotoria, então trabalhamos nesse contexto da comunidade proteger nossas crianças”, pontua Edilene.

O conselho conta com o apoio de uma rede de proteção composta pela Defensoria Pública, Vara da Infância, os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), os Centros de Referências em Assistência Social (CRAS), delegacias e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I). “A comunidade nesse contexto são nossas pernas e nossos olhos, é ela que denuncia se o vizinho abusou, se o vizinho bateu. A gente trabalha nas escolas que é nosso foco maior, conscientizando os pais. Nesse momento de pandemia o trabalho está sendo realizado através de lives. Estamos trazendo essas crianças e adolescentes para entender esse momento e para que a família proteja seus filhos”, ressalta a coordenadora.  

Na costa, o Conselho trabalha em parceria com a 26º Delegacia Territorial (DT) de Vila de Abrantes e 33º de Monte Gordo, buscado retirar de circulação quem comete crimes contra crianças e adolescentes. “Não somos um órgão de punição e nem de execução, nós fiscalizamos, solicitamos o serviço e acompanhamos. Só em 2021 foram sete estupros de vulnerável e seis já foram respondidos pela justiça, mesmo a lei brasileira sendo falha”, exalta Edilene.

A sede do Conselho localizada em Arembepe passou recentemente por um reforma, com o objetivo de melhor acolher as famílias. No local tem uma equipe reduzida por conta da pandemia e um carro para ser utilizado nas ocorrências. Por falta de vacina contra a Covid, os servidores não estão fazendo uma escuta mais qualificada e nem visitas de rotina. “Precisamos descentralizar os serviços da sede, porque temos uma costa que é grande e ainda a zona rural”, finaliza a coordenadora.

A unidade funciona das 9h às 16h, e as denúncias podem ser feitas 24h pelo telefone (71) 99795648. A sede do Conselho na orla fica na Rua Eduardo Pinto, nº33 e o telefone fixo é 36241113. Para o adolescente ou familiar que queira fazer alguma denúncia relacionada apenas a abuso sexual, pode ligar para (71) 83038775.

 

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