O Portal encontrou o vereador Dr. Samuka (Cidadania) na última quarta-feira (19/05), visitando as instalações da Prefeitura Avançada da costa, onde provavelmente será instalado um posto do Centro de Integração de Apoio ao Trabalhador (CIAT), uma indicação de autoria do parlamentar, aprovada na Câmara Municipal. Em conversa com o edis, falamos da sua atuação nas comunidades até a chegada a Casa Legislativa, projetos e do processo de Emancipação Política de Abrantes.
Foram 1.745 votos para conquistar uma cadeira no parlamento, através de um trabalho realizado principalmente no distrito. “Já tinha uma vida de militância política e vontade de representar Abrantes. Comecei fazendo um trabalho de conscientização e assessoria jurídica, o que me projetou muito como advogado. Durante a eleição só prometi aquilo que o vereador tem capacidade de fazer e isso está sendo feito, porque eu já sabia as atribuições de um vereador, e jamais prometeria o que só o prefeito pode fazer, ou o que só o governador pode fazer”, disse.
Dentre as promessas de campanha, fomentar a geração de emprego em Vila de Abrantes foi uma delas. “Essa foi minha primeira indicação na Câmara, a implantação do CIAT aqui, já que só tinha na sede, e os trabalhadores daqui já tinham a dificuldade de locomoção e já saiam atrasados, e o princípio da igualdade é tratar as pessoas com igualdade. As melhores vagas ficam para os moradores da sede”, opina.
Outra pauta que pretendia defender na Câmara foi voltada a facilitação da implantação de novas empresas no município. “Pensei em um projeto para que a Prefeitura desse uma contrapartida, através de incentivos fiscais, para que elas fossem atraídas para a nossa região. Sentei com o prefeito no primeiro momento, para apresentar essa ideia, e ele já tinha um projeto e já enviou para Câmara chamado ‘Invista em Camaçari’. Vamos agora fazer algumas alterações para moldar e ficar como eu pensava”, ressaltou.
Sobre a experiência de estar vereador e suas expectativas de como era o parlamento, Dr. Samuka falou que é diferente do que pensava. “Existe uma distância grande. O poder do vereador é muito limitado. Por exemplo, tem atos dos vereador que se resume a ele mesmo, mas tem outros atos que é vinculado, que precisa de um poder derivado, claro que se ele fizer um projeto de lei que obrigue o município a fazer determinada coisa, onde ele não onere o município, não tire receita, aí sim tem o poder legal de fazer, além de fiscalizar o executivo. Mas estou tirando de letra”.
O parlamentar está envolvido nas discursões em relação ao processo de Emancipação Política de Abrantes. “Por isso não defendo melhorias na entrada do distrito, porque vamos dar um ‘boom’ em Abrantes, vamos colocar uma fachada muito bonita, que represente Abrantes para que as pessoas ao entrarem na Estrada do Coco digam que estão em uma cidade, penso em algo muito maior. Um dia sonhei em ser advogado, sonhei em ser vereador e sonho em Abrantes ser uma cidade. A identidade de Abrantes é seu potencial turístico, que precisa ser explorado, pensando no sentido de distrito, pegando Jauá, Arembepe até Jacuípe. Claro que se virar uma cidade vai potencializar ainda mais, assim como Mata de São João fez com Praia do Forte”, explicou.
Presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente na Câmara, Dr. Samuka destaca o trabalho realizado à frente da pasta, de analisar a viabilidade dos projetos para que não agridam a natureza, baseado em normas municipais, estaduais e federais. “Avaliamos se estão cumprindo todos os requisitos legais, se está condizente com a legislação ambiental. A União não faz o papel dela, o estado tem o contingente pequeno, assim como o município. Só com a guarda municipal vamos ter uma fiscalização ambiental mais efetiva. Nossa Comissão está indo para campo, fiscalizamos e denunciamos”.




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