O Ministério da Saúde apresentou em entrevista coletiva hoje (3) os dados mais recentes sobre a pandemia de covid-19 e confirmou o crescimento de casos e mortes da doença no país nas últimas semanas. Na semana epidemiológica 45 a quantidade de casos foi de 117,9 mil. Já na semana epidemiológica 48, entre os dias 22 e 28 de novembro, foram registrados 237,4 mil, um acréscimo de pouco mais de 100%. Na comparação com a semana anterior (47), o incremento foi de 17%.

A semana epidemiológica é um indicador usado para medir a evolução de uma pandemia. A semana analisada neste boletim abarcou os dias 22 a 28 de novembro. O Ministério não divulgou o monitoramento em novembro e gestores da pasta atribuíram a ausência do documento a uma tentativa de ataque sofrida no início do mês passado.
A curva de casos vinha apresentando uma tendência de queda desde a semana epidemiológica 30, no fim de julho, com alguns aumentos, como em agosto e outubro. Mas a partir da semana 45, no início de novembro, a curva passou a ter uma nova subida dos casos.
Em entrevista coletiva, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Arnaldo de Medeiros, disse que ocorreu “recrudescimento de casos”. Ele apontou que a forte alta a partir da semana epidemiológica 45 pode estar relacionada à instabilidade dos dados.
“Por isso que muitas vezes a queda da semana epidemiológica 44 para a 45 e a subida desta para a 45 talvez reflita a demora na estabilização para a notificação dos casos devido à instabilidade do sistema. Mas nos últimos 14 dias tivemos aumento de 21%”, declarou.
Quando consideradas as mortes, o movimento é semelhante. Na semana 45, no início de novembro, foram contabilizados 2,3 mil óbitos. Já na última semana epidemiológica foram 3,5 mil, um aumento de mais de 50%. Em relação à semana anterior (47), o acréscimo foi de 7%.
A curva de mortes em função da pandemia teve um platô maior de maio ao fim de julho, quando começou uma trajetória de queda, agora revertida pelo movimento de ascensão registrado a partir da semana epidemiológica 45.




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