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Camaçari registra três casos de doença que deixa a urina preta

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 Foto: Reprodução

Haff, esse é o nome oficial da doença que é conhecida como a “doença da urina preta”. Na última quinta-feira (12) a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), confirmou que Camaçari possui três pessoas com a confirmação da doença. Ainda segundo a secretaria todas elas residem na cidade e relataram consumo de pescado.

O Centro Informação Estratégica em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS) alerta que a doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica da enzima CPK, associada a ingestão de pescados. [Veja orientações no final da matéria]

A secretaria explicou que a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência renal e pode levar a morte caso não seja tratada. A Sesab explicou ainda que, em agosto de 2020, Entre Rios, a cerca de 140 quilômetros de Salvador, registrou a ocorrência de três casos suspeitos de doença de Haff com relato de ingestão de pescado.

A secretaria explicou que cinco pessoas da mesma família comeram o peixe e, sete horas depois, um homem de 53 anos apresentou sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. Outros familiares apresentaram os mesmos sintomas.

Orientações gerais para população:

• Aos primeiros sintomas, busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

Aos profissionais de saúde:

• Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas.

• Evitar o uso de anti-inflamatórios.

• Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal.

 

Com informações do G1 Bahia

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