O caso do prédio que desabou em Fortaleza, no Ceará, após início de uma reforma, devido a rachaduras nas pilastras do estacionamento, ligou o alerta para outros casos no Brasil. Em Camaçari, moradores de um condomínio residencial convivem há três anos com o mesmo problema e as fendas só aumentam com o passar do tempo.
O Condomínio Moradas dos Pinheiros foi construído por meio do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) dos Ministérios das Cidades e entregue em 2010. Os moradores relatam, que desde 2016 buscam a Caixa Econômica Federal, através da ouvidoria e só este ano uma equipe esteve no local, com a promessa de iniciar um reparo na base do prédio e onde só seriam retiradas as famílias do térreo, o que não aconteceu.
Os arrendatários continuaram cobrando uma posição da Caixa e receberam uma nova informação, que seria preciso um novo estudo de solo e que todos os moradores teriam que sair da unidade habitacional. Mais uma vez o prazo se esgotou. A Defesa Civil de Camaçari foi então acionada e fez um relatório concluindo que era necessário fazer um reforço estrutural urgente para evitar o desabamento.
Das 23 unidades existentes no bloco com dois prédios, cinco estão vazias. Os moradores abandonaram o imóvel com medo de uma tragédia e vivem de aluguel.
Depois que uma equipe de reportagem de TV esteve no local, em função da denúncia de moradores e a repercussão nacional do caso de Fortaleza, uma empresa terceirizada foi até o condomínio e passou cimento nas fissuras externas mais visíveis. Os moradores reclamaram que não foram comunicados e que o serviço foi mal feito e já voltou a rachar.








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