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Escola Evangélica Vida Nova há 30 anos faz história em Abrantes

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São 30 anos mudando a educação em Vila de Abrantes, Costa de Camaçari, assim é a Escola Evangélica Vida Nova, que no dia 30 de agosto desse ano completou três décadas. Uma instituição familiar e que vem passando de geração em geração, mas com a mesma essência e qualidade quando foi criada em 1989.

Hoje, a frente da unidade, a educadora Luciana de Oliveira Duarte, que junto com dois irmãos, tem dado segmento ao sonho da mãe, a professora de matemática, Maria da Graça Duarte. Nesta entrevista concedida ao Portal Abrantes, ela conta como surgiu a escola, as mudanças ocorridas com o passar dos anos e os dias atuais.

Portal Abrantes: Para começar, quando surgiu a Luciana educadora?

Luciana de Oliveira: Sempre vivi nesse mundo da educação desde pequena. Somos do Rio de Janeiro e o meu pai que nasceu aqui em Vila de Abrantes. Sempre acompanhei a paixão de minha mãe pela sala de aula. A primeira escola que lecionou foi a Maçônica em Arembepe onde eu passava o dia com ela na sala de aula, acho até que já nasci educadora e não sabia. Em alguns momentos tentei fugir, mas não consegui.

PA: Como surgiu a escola?

LO: Em 1989 ela assumiu a escola de uma amiga que resolveu passar a unidade. Inicialmente atendendo poucos alunos da educação infantil e ensino fundamental, até a antiga quarta série. Nasceu então a Escola Vida Nova, com uma proposta inovadora e transformadora, de ver o individuou não só como aquele que aprende um conhecimento sistemático, como português e matemática, mas ensinamentos para a vida, pautada em valores.

PA: O que mudou de 1989 para os dias atuais?

LO: Um conjunto de fatores, o fato de ser evangélico, o nosso legado, os alunos que passaram por aqui e que hoje colocam seus filhos também para estudar com a gente, por entender que a unidade foi criada por uma pessoa que amava a educação. Uma herança como a melhor escola da época e que tentamos manter esse padrão. Mudamos fisicamente, acompanhamos a mudança na educação, na sociedade, mas nunca deixando para trás o que nos serviu de base.

PA: Qual o método utilizado na escola?

LO: Nós não temos um método, temos educadores com ideias que gostamos de seguir, a forma de trabalho, como um aprendizado em via de mão dupla, a partir da interação com o outro, com seus semelhantes e os iguais, seus colegas de classe, com os mais velhos, mais experientes e com o seu ambiente. O educando é um ser histórico, um ser social, que lida com emoções e todo esse conjunto nos atraí muito.

PA: Aqui existe uma relação muito humanizada, é uma orientação?

LO: Quando tratamos uma pessoa com respeito, esperamos o respeito de volta. Ensinamos o aluno isso, para que tenhamos isso de volta. Primamos também por outros valores como uma escola evangélica, pautados na bíblia, o que Jesus nos ensinou e acho que tudo isso colabora para toda essa relação. É claro que nem tudo é perfeito, mas caminhamos sempre para que o respeito e a valorização do ser humano sejam o nosso ponta pé inicial nessa relação.

PA: Aqui existe um trabalho voltado para a família, como se dá essa relação?

LO: Tentamos sempre nos aproximar da família e sabemos que essa parceria é fundamental, mostrando que nós não somos rivais. Por isso trabalhamos os valores também que as crianças trazem de casa, unindo com os que nós temos.

 

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