Juízes da primeira turma do Tribunal de Apelações de Manágua, na Nicarágua, determinaram nesta terça-feira que o ex-militar Pierson Gutiérrez Solís, condenado a 15 anos de prisão por assassinar a estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima há 1 ano, deixe a cadeia.
Os três integrantes do órgão, Octavio Rotschuch, Ángela Dávila e Rosa Argentina Solís, usaram como argumento para libertar o ex-militar, de 42 anos, e determinar o arquivamento do caso a polêmica Lei de Anistia, aprovada pela Nicarágua em junho deste ano.
Em um julgamento a portas fechadas, Gutiérrez Solís admitiu ter disparado contra o veículo de Raynéia. O ex-militar afirmou que visitava dois guardas particulares conhecidos de plantão numa guarita em uma área residencial da capital nicaguarense quando viu a jovem dirigir em alta velocidade pela região.
De acordo com o relato, ele disparou várias vezes contra o carro da estudante porque ela supostamente dirigia de forma errática. O homem foi condenado a 14 anos de prisão pelo homicídio e a um ano pelo porte ilegal de armas.




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