Quatro horas depois de participarem de um suposto confronto no Morro da Providência, no Centro do Rio - que terminou com a morte de Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos -, dois militares de uma guarnição da UPP da comunidade prestaram depoimentos contraditórios na 4ª DP (Central do Brasil). De acordo com o Extra, os PMs afirmaram que estavam fazendo patrulhamento quando foram atacados por bandidos, entre eles Eduardo, mas divergiram em relação ao número de tiros dados pelos criminosos. Os militares disseram ter revidado, baleando o jovem e o caso foi registrado inicialmente como homicídio decorrente de intervenção policial (auto de resistência).
Um vídeo feito por uma testemunha do caso mostrou, entretanto, os policiais forjando a cena do crime. Nas imagens, o soldado Eder Ricardo de Siqueira aparece posicionando uma pistola na mão de Eduardo e efetuando dois disparos com a arma. Já o soldado Gabriel Julião Florido dá um tiro para o alto. Os dois estão presos por fraude processual e pelo menos outros três PMs estão presos administrativamente. Agentes da Divisão de Homicídios (DH) investigam o caso.
Um dos poliais disse em depoimento que um dos rapazes atirou duas vezes contra ele e sua equipe, “ao que os policiais revidaram vindo a atingir o autor dos disparos, o qual caiu no chão. Já o outro PM contou que fazia um patrulhamento pela Rua Rego Barros e, ao se aproximar de um ponto de venda de drogas, viu quatro criminosos, sendo três deles armados de pistola. Na versão dele, porém, o número de disparos foi muito maior. Eles teriam reagido a presença policial e efetuado "provavelmente cerca de 40 ou 50 tiros" contra os PMs, que revidaram, as informações são do EXTRA.






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