Durante assembleia realizada na ultima terça-feira, na faculdade de Arquitetura, no bairro da Federação, em Salvador, Os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA)decidiram pela continuidade da greve.
Dos 338 professores presentes na ocasião, 193 votaram pela continuidade do movimento, iniciado no dia 28 de maio. A greve, que ultrapassa 120 dias, é a maior já registrada pela universidade.
Durante a assembleia, 94 professores votaram pela volta imediata das atividades acadêmicas e outros cinco se abstiveram. Uma nova assembleia está marcada para o dia 6 de outubro.
Antes da votação, 20 professores expuseram suas análises sobre os rumos da greve. De acordo com o professor de História e integrante do comando local grevista, Carlos Zacarias, o governo se negou a negociar demandas do movimento, a exemplo do plano de carreira dos professores.
Alguns alunos contrários ao movimento grevista estiveram presentes na assembleia. Eles usaram nariz de palhaço e seguraram cartazes pedindo a volta das aulas. Os estudantes foram hostilizados pelos professores, que cogitaram pedir a saída deles da reunião.
Os docentes decidiram, ainda, por uma saída unificada da greve, em conjunto com o resto do movimento nacional, apesar de terem recusado assinar o acordo de aumento salarial de 10,8% proposto pelo governo. O reajuste seria repassado em dois momentos: agosto de 2016 e janeiro de 2017.





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