No último dia 2 de fevereiro a nossa equipe acompanhou a entrega dos presentes a Iemanjá. O evento acontece todos os anos na localidade de Arembepe e celebra o dia daquela que é conhecida como rainha do mar, protetora dos pescadores. Na ocasião batemos um papo com Ajax Tavares, presidente da Cooperativa de Pescadores de Camaçari.
Ajax começou falando um pouco sobre a festa. “É uma festa de todas as pessoas, alguns aparecem só para se aproveitar da ocasião, outros com compromisso e fé e a gente na medida do possível dando a nossa colaboração. Graças a Deus cresce cada vez mais”, pontuou.
Durante a conversa perguntamos sobre as embarcações que estavam previstas para chegar na cidade e melhorar as condições de trabalho dos pescadores. “Eu não sei se vou conseguir resumir, porque a historia é longa. A história dos barcos começou quando na época do governo Lula conseguimos um financiamento de mais de R$ 5 milhões de reais para a compra de dois barcos. No estado apenas Camaçari e Itacaré conseguiram se credenciar. Na época o construtor já estava definido no edital, o problema é que ele não cumpriu exatamente nada do recurso”.
“Para piorar foi feita uma embarcação totalmente fora das especificações do projeto, o banco não acompanhou a construção, fomos induzidos a fazer os repasses. Nós, por uma questão de coerência, não recebemos a embarcação. Para você entender, a nossa expectativa era de um porão de 40 toneladas, e esse tinha cerca de 20”, comentou o presidente.
De acordo com ele, foi ajuizada uma ação. “Ajuizamos uma ação pedindo indenização por danos morais, porque inclusive estamos sendo cobrados pelo banco por um objeto que não recebemos. O barco está a mais de cinco anos parado em Maceió, sem dúvida com avarias. Eles deveriam ter sido entregues desde 2012”.
“Como a justiça é lenta, não tenho esperança de receber essa ação em vida. Esse é o sonho de pelo menos 20 famílias e seus descendestes, além de ser um desrespeito a famílias que esperaram por isso”, ressaltou.
Ajax ainda pediu mais respeito a categoria e falou sobre o defeso. “Hoje precisamos de mais respeito a categoria, além disso, é necessário retomar um beneficio conquistado no governo de Luiz Caetano, que é o Defeso Municipal, aleatoriamente retirado pelo atual prefeito. Esse beneficio é legal e faz falta ao pescador, qualquer advogado sabe disso. Ajuizamos uma ação contra essa decisão”, concluiu.





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