Quem teve a oportunidade de aproveitar a Feira do Pôr do Sol que aconteceu entre o final de 2017 e início de 2018 está completamente decepcionado com o que está presenciando na edição 2018/2019. Muitas pessoas estão procurando a nossa equipe para falar sobre os problemas e cobrar solução por parte da prefeitura.
Os problemas são os mesmos em todas as localidades, a grade de apresentações culturais tem deixado a desejar, apresentações infantis no meio da noite, Feira terminando cedo por falta de apresentação e a ausência de programação para o público mais jovem estão entre as principais reclamações.
“Eles querem colocar aí só fanfarra, capoeira e música instrumental. Isso não existe, a cultura é importante, mas a população quer música, quer dançar tomando uma cervejinha. O que eu tô vendo é a festa espantando a clientela que sai por aí em busca de bares com música ao vivo, isso é um absurdo”, contou um comerciante de Arembepe, que preferiu não se identificar.
“Rapaz eu acho isso aqui uma negação, não deixam a gente colocar nosso pagode, mas também não oferecem atrações para o público mais jovem, a gente só vê aqui música instrumental, piadas e contação de história, que feira é essa”, reclamou Júnior Ribeiro, que está em Arembepe para a virada do ano.
Outro problema que a nossa equipe tem presenciado é a quantidade de box, destinados à venda de produtos, vazios. Ontem no primeiro dia da Feira em Abrantes era possível contar a dedo os produtos que estavam sendo vendidos, em Arembepe a situação não é diferente.
Entramos em contato com o subsecretário de Cultura de Camaçari, Luciel Neto, que afirmou já ter conhecimento dos problemas relacionados à grade de apresentações e relatou o que tem ocorrido.
De acordo com ele, o processo de pagamento dos grupos mudou, e alguns processos tem ficado um tempo maior na secretaria de Administração do município, fato que tem influenciado a montagem da grade de apresentações. O subsecretário ainda garantiu que a equipe já está empenhada em resolver o problema e até a próxima semana tudo deve ser resolvido.
Também procuramos a secretaria de Desenvolvimento Econômico, para esclarecer a questão do esvaziamento dos boxes, porém até a publicação desta matéria ninguém nos atendeu.




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