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???Memórias Contemporâneas??? pauta o tema ???Identidades diaspóricas???

Princesa nigeriana e artista visual brasileira dedicada a práticas de descolonização participam do debate

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Em mais uma edição do “Memórias Contemporâneas”, realização conjunta da Fundação Pedro Calmon (FPC), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), e o Goethe-Institut Salvador-Bahia, o projeto apresenta o tema “Identidades diaspóricas”. Para o debate, estarão presentes a princesa e sacerdotisa Iya Adedoyin Talabi Faniyi, da Nigéria, e a artista visual Ana Hupe, brasileira radicada na Alemanha – ambas atuais residentes do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut. Elas serão mediadas por Ricardo Aragão, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), pesquisador do candomblé baiano e Taata dya Mukixi do Terreiro Tumbanse. O evento será no dia 14 de maio (segunda-feira), às 19h, na Biblioteca do Goethe-Institut, com entrada franca.

 

Instituído pelo Centro de Memória da Bahia da FPC, o “Memórias Contemporâneas” é um projeto nas áreas de história e memória que objetiva a constituição de um banco de dados audiovisual acerca da cultura e seus agentes, a partir da década de 1950. Os encontros, que se atentam à relação de organizações e movimentos sociais com o campo da cultura e o protagonismo das linguagens artísticas nas disputas identitárias, são registrados em vídeo. Pondo em diálogo agentes convidados e o público, o pensamento calcado na memória é difundido, gerando, assim, outra fonte de conhecimento que não apenas os documentos escritos. A parceria entre a FPC e o Goethe-Institut atribui ao projeto o compromisso de desenrolar temas de reflexão a partir de experiências globais, perpassando as relações de poder na contemporaneidade na discussão de pautas urgentes.

 

AS CONVIDADAS – Vinda de uma tradicional família real nigeriana, Adedoyin Talabi Faniyi cresceu sendo treinada por diferentes sacerdotes, sacerdotisas e vários novos artistas sagrados para desenvolver atividades tradicionais, incluindo têxteis e pinturas. É certificada em Literatura Oral Yoruba pelo Departamento de Línguas e Literaturas Africanas na Universidade Obafemi Awolowo Ile-Ife. É bacharel em Artes (Yoruba) pela Universidade de Ilorin (2001) e mestre em Estudos Africanos pela Universidade de Ibadan (2005). Já participou de atividades artísticas, culturais, tradicionais e acadêmicas em Portugal, França, Alemanha, Áustria, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil. Na Nigéria, recebeu diversos títulos e prêmios, civis e acadêmicos, que reconhecem a sua contribuição para a promoção e preservação da ancestralidade da religião e da cultura do país e da Diáspora.

 

Doutora em Artes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e atualmente radicada em Berlim, a artista visual Ana Hupe dedica-se a construir uma contramemória dos arquivos coloniais, abordando constantemente os movimentos imigratórios e exercitando práticas de descolonização. Seus dois mais recentes projetos são “A lot of future for one single memory”, solo-performance apresentado na Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ), em Recife; e “Malungas”, exposição que aconteceu simultaneamente na Mario Kreuzberg Gallery, em Berlim, e no Paço das Artes – Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. A base de pesquisa de ambos os projetos questiona os traços da história colonial nas sociedades de hoje e lida com o sentido de comunidade. Entre diversas exposições coletivas, residências e incentivos em vários lugares do mundo, foi agraciada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) com o “Prêmio Honra ao Mérito Arte e Patrimônio” (2014). Durante sua residência em Salvador, ela investiga a história dos retornados, brasileiros e africanos que foram da Bahia para Lagos no final do século XIX.

 

Memórias Contemporâneas: “Identidades diaspóricas”

Com: Iya Adedoyin Talabi Faniyi (Nigéria) e Ana Hupe (Brasil/Alemanha)

Mediação: Ricardo Aragão

Quando: 14 de maio (segunda-feira), 19h

Onde: Biblioteca do Goethe-Institut Salvador-Bahia

(Av. Sete de Setembro, 1809 – Corredor da Vitória)

Entrada franca

Por: Portal Abrantes

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