Quero fazer uma reflexão e compartilhar com vocês; não espero que concordem comigo, aceito e respeito opiniões divergentes, só não tolero desrespeito e ofensas pessoais. Mais porque começar um texto, onde proponho uma reflexão e já começo falando de opinião divergente e respeito?
Estamos vivendo um momento onde as pessoas vivem no limite, no extremismo, não existe o meio termo; tolerância, razão, diálogo, respeito virou artigo inatingível para pessoas que se dizem educadas e ou civilizadas. Assistimos ao vivo, em tempo real o extremismo racista, religioso, político, sexista, alimentado por ódio e rancor; deixamos de perceber a essências das pessoas e cultivar amor, respeito virou exceção e quando ocorre vira notícia, curtida e compartilhada aos milhares, como atitude inusitada.
Não sou e não quero ser a palmatória do mundo, tenho defeitos e virtudes como qualquer ser humano, mais em meu coração não cultivo ódio; respeitar o outro em suas convicções ou em sua condição e escolhas é necessário a sociedade dita evoluída.
Como diz o poeta Raul Seixas, “prefiro ser esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, divergir de opiniões em um diálogo é extremamente salutar; ouvir o outro e seus argumentos te faz abrir novos horizontes e enxergar outras possibilidades; reconhecer erros, equívocos e mudar de opinião não é nenhum demérito, ao contrário é aprendizado, demonstra dignidade e hombridade.
Quando percebo este extremismo, tenho evitado me posicionar, tenho procurado não entrar em discussões onde a essência vem de conceitos individuais e cheia de juízo de valor pré estabelecidos, fechados a opiniões divergentes. Mas me calar será a atitude mais correta? Expressar meus argumentos, minhas opiniões, ouvir o outro me faz crescer não posso e não devo me deixar intimidar por pessoas que não compreendem a essência de viver em uma sociedade múltipla, onde a diversidade é nossa maior riqueza.
Então vamos exercitar a tolerância, o respeito, vamos aprender a ouvir, falar, postar. Vamos compartilhar e curtir não o “inusitado”, que deveria ser o corriqueiro e sim o corriqueiro que nos faz verdadeiramente humanos e civilizados.
Jailce Andrade




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