O Goethe-Institut Salvador-Bahia dá a largada para mais um ano de atuação cultural com a abertura da temporada 2018 do seu Programa de Residência Artística Vila Sul. Deste fim de janeiro a março, quatro artistas chegam à capital baiana para vivenciar a rotina da cidade, interagir com suas práticas e agentes culturais, sendo instalados em apartamentos construídos no último andar da sede do instituto, contando com toda sua estrutura física e articulações locais. O grupo é formado pelo escritor Boris Pofalla (Alemanha), pelo diretor artístico de teatro Diol Mamadou (Senegal), pela DJ Ipek (Alemanha) e pela artista multidisciplinar Paz Ortúzar (Chile).
Oficialmente inaugurada em novembro de 2016, a Vila Sul é a terceira residência artística no âmbito geral das 159 unidades do Goethe-Institut existentes no planeta, e primeira e única da rede no “sul global”, abaixo da Linha do Equador. A sua proposta é fortalecer interlocuções entre o Brasil e demais países do hemisfério Sul a partir da presença de artistas de todo o mundo, genuinamente interessados em perspectivas sociopolíticas e culturais desta metade do planeta. Entre 2016 e 2017, 40 artistas e agentes culturais já experimentaram esta oportunidade.
Residente em Berlim, Boris Pofalla estudou História da Arte e Literatura Geral e Comparativa na Freie Universität Berlin. Durante cinco anos, escreveu para o jornal ‘Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung’ e hoje é autor do jornal ‘Welt’ e da revista de arte ‘Blau’. Em 2015, lançou a sua primeira novela, ‘Low’, pela editora Metrolit, e, no final de 2017, em colaboração com o artista Robert Nippolt, publicou o volume gráfico ‘Wenn es Nacht wird im Berlin der Wilden Zwanziger’ (Quando a noite cai na Berlim dos selvagens anos vinte), pela editora Taschen-Verlag. Atualmente, está escrevendo a sua segunda novela.
Diol Mamadou é membro administrador do grupo de Teatro Fórum Kàddu Yaraax, uma estrutura criada em 1994, em Dakar, Senegal, para apoiar a mobilização da comunidade contra todas as opressões sociais, como a poluição da Baía Hann, que é a área de residência da associação. A principal atividade do Kàddu Yaraax é o Teatro Fórum, com atuações frequentes e regulares em todo o Senegal. Os instrutores realizam regularmente oficinas de teatro para companhias de diferentes cidades do país. Atualmente, Mamadou é também coordenador do Festival Senegalês de Teatro Fórum, que se confirma, depois nove anos, como um lugar proeminente desta ferramenta interativa a serviço de comunidades em atividade para o desenvolvimento.
Vivendo entre Berlim e Istambul, queer-living DJ, produtora e curadora, DJ Ipek tem reputação estabelecida nas cenas da vida noturna de todo o mundo. Já performou sua música em diversos festivais e eventos de música eletrônica e mundial. Gerou burburinho entre multidões de Nova Iorque até o deserto do Saara de Mali, desenvolvendo uma assinatura própria com o seu exclusivo e híbrido soundmix. Assim, tornou-se uma dos DJs mais populares da cena de clubes de Berlim e internacionalmente conhecida como ‘Queen da Eklektik BerlinIstan’. Em seu espectro musical, o funk turco psicodélico se encontra com o disco, o folk dos Balcãs com o minimalismo, o folk de Anatólia com o deep house, kurdish halay com eletro, tango turco com break beat, bhangra com moombahton, dabke com reaggaton, folk albanês com twerk, bandari iraniano com tecno. Seu ‘EthnikFolkElektronikMix’ é livre de convenções e se recusa a ser limitado a um estilo, tempo ou gênero. Os seus sets ‘Eklektik BerlinIstan’ proporcionam pausas surpreendentes para o curso constante da música de clubes hoje. Inspirada por sua paixão pela música étnica e pelos ritmos de genre-hopping, Ipek roda melodias da Turquia, do Oriente Médio, da Anatólia (Mesopotâmia) e dos Balcãs. Em seus sets ‘electronic only’, deep-house, tech-house, minimalismo e tecno temperado se unem com étnico e folk, com criativa mixagem ao vivo de beats vibracionais e basslines dramáticas. Ipek deve a esta mistura especialmente versátil a homenagem da revista da cidade de Berlim, ‘Zitty Magazin’, como uma das “personalidades culturais mais importantes da capital”.
Paz Ortúzar é uma artista multidisciplinar nascida em Santiago, Chile, onde mora e atua. O seu trabalho é uma série de projetos com base em processos que englobam vídeos, objetos, instalações e performances. Através da sua prática, encontra realidades na existência de objetos, ações e narrativas cotidianos; usando materiais comuns, ela tenta descobrir novas ideias em torno das noções de tempo, ciclos e vazio. Estudou Artes Visuais na Pontificia Universidad Católica de Chile (2008). Também é certificada em Estética da Arte Latino-americana (2008) e mestre em Belas Artes na Universidade de Pennsylvania, EUA (2014). As suas obras foram exibidas internacionalmente de forma individual e coletiva, e vários prêmios já foram conquistados. Além de sua prática artística, desenvolveu e trabalhou em vários projetos curatoriais.

Paz Ortúzar (Chile)

DJ Ipek (Alemanha)

Boris Pofalla (Alemanha)
Paula Berbert





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