Momento de muita tensão na Câmara Municipal de Vereadores de Camaçari, na manhã desta terça-feira (26). Servidores do município estão realizando manifestação no local. O protesto é também por conta que a Sessão Extraordinária foi realizada com os portões fechados, ou seja, só com os Edis. Os vereadores votaram um projeto que transfere para a iniciativa privada o Instituto da Seguridade Social do município. Outro assunto foi a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018.
Para o presidente da Câmara de Vereadores, Oziel (PSDB), a melhor solução no momento era realizar a sessão de portas fechadas para garantir a integridade física dos funcionários e visitantes.
"Nós tivemos ai um ano de muito trabalho, um ano inteiro de muita disputa de cunho político, mas respeitamos ao longo do ano. Agora a Câmara por várias vezes teve intervenção desnecessária de ordem politica com objetivo de prejudicar o governo municipal. Tivemos que fazer essa sessão fechada e outras por falta de condições. Essa em especial, a insegurança não era possível de forma nenhuma assegurar a integridade física de quem trabalha , de quem visitaria a Câmara ou do proprio prédio. Diante da repercussão nas redes sociais e aqui presentes, nós decidimos fazer essa sessão de porta fechada, assim foi feito, e os trabalhos tiveram andamento, infelizmente a oposição optou por se retirar, não quis participar e nós respeitamos. Entendemos que esse era o momento de colocar os pontos de discordância, era o momento das discussões das matérias, isso não foi possível, mas tivemos a aprovação dessas materias pelos vereadores que estavam presentes"., pontuou Oziel.
"Votamos aqui O Plano Plurianual – PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e a Lei Orçamentária Anual - LOA, que são fundamentais, são basilares para que o governo possa ter a sua contuidade. O prefeito Elinaldo fez esse último ano da gestão com orçamento que foi aprovado ainda e apresentado pelo prefeito Ademar Delgado. Elinaldo não tinha ainda o seu planejamento de governo feito por ele, o PPA é exatamente esse planejamento. Nós votamos também a tomada de crédito da ordem de oitenta milhões de dolares. Esse recurso está sendo capitalizado para realização de obras e capitalização de serviços. Além dele, a reforma administrativa que viabilizará também a questão do atendimento do Programa da Minha Casa Minha Vida. Temos também a questão dos servidores, que foi pivor de toda essa discussão- as garantias que eram colocadas que foi muito difundido nas redes sociais, estavam sendo retiradas e muitos ficariam com seus salários minguados. A verdade é que houve modificação na aplicação desses benéficios e suspensão de parte deles. Buscamos exatamente viabilizar a gestão municipal. Mudando se o governo, modifica também a forma de gestão. Mudanças causa desconforto na vida de qualquer cidadão",
O vereador Junior Borges (DEM), disse que eles têm a responsabilidade de votar no que é melhor para a cidade.
"Aqui na casa, na Câmara de Vereadores nós recebemos os projetos oriundos do governo, e os vereadores têm que votar a favor ou contra, com base no entendimento de cada um. Os vereadores da base do governo, entendem que têm que votar favoravelmente os projetos, não tem nada demais isso. O que eu acho estranho aqui, são os vereadores da oposição, simplesmente abandonaram a sessão, deixaram a toa e foram embora. Nós da bancada temos a responsabilidade de votar naquilo que a gente entende que é bom para a nossa cidade, o que foi feito no dia de hoje", ressaltou o vereador.
Já o vereador José Marcelino (PT), disse que os vereadores da oposição não concordaram em realizar a sessão sem a participação dos servidores e comissionados.
"O presidente da Câmara tinha garantido que ia abrir os portões para realizar a sessão. Achamos que tinha que ter acesso para todos os servidores e comissionados. Mas ele decidiu que seria fechada e nós da oposição, decidimos não participar disso, por entender que servidor ou não, eles são maioria. Não podemos privar aqueles que são prejudicados a não se defender", diz Marcelino.
"Nosso objetivo aqui hoje era que o governo e o Legislativo Executivo não aprovassem essas leis. Mas infelizmente fomos pego de surpresa, e o presidênte da casa, Oziel, fechou os portões da Câmara e fez a sessão de portas fechadas. Mas o sindicato já foi na delegacia da Polícia Civil registrar a queixa, pois contraria os principios, fere a lei e tem que fazer o registro para encaminhar para o Ministerio Público. Que o juiz, os promotores entendam que uma Sessão Extra dessa, teria que ter uma audiência pública, e o prefeito não fez, desreipeitando as normas da casa. Essas cinco leis são um pacote de maldade para os servidores. Estamos indignados e já decretamos uma paralisação de 48 horas a partir de amanhã, que foi aprovada agora pelos servidores públicos", disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do município de Camaçari, SINDSEC, Sinval Cerqueira.

Portões fechados permitido acesso da imprensa após consulta, jornalistas na foto aguardando permissão, foram liberadas

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