Segundo a Organização Mundial da Saúde, um dos pilares na luta contra o câncer é a adoção de hábitos saudáveis de vida. Dentre estes hábitos, uma alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais e gorduras leves, como o azeite, é um excelente aliado como prevenção à doença.
Um importante ponto a ser abordado, quando falamos em alimentação, é a sua importância durante o tratamento da doença.
Culturalmente, o brasileiro é muito apegado ao que se põe na mesa, isto é, a alimentação é fonte de prazer, mas também funciona como tratamento para inúmeras enfermidades.
Quando você se vê diante da doença, inúmeras dúvidas surgem, dentre elas sobre a alimentação. A pergunta que vem logo após a explicação do tratamento é: "O que eu posso comer?" . Nesse momento, o paciente está aberto a qualquer informação e passa a acreditar em muito do que ouve: a receita que alguém conhece para desintoxicar, a dieta milagrosa que curou o câncer do amigo, tal alimento que possui propriedades melhores que a quimioterapia, etc.
Antes de tudo, é importante lembrar que cada organismo requer um aporte de nutrientes e de energia para desempenhar suas funções. O estado nutricional de uma pessoa é o resultado do balanço entre o que se ingere e o que de fato é necessário; e esta situação pode ser alterada por condições patológicas.
Diante de tanta informação, é fundamental um acompanhamento nutricional. Este engloba tanto a orientação de uma alimentação mais adequada para o momento, bem como recomendações nutricionais para amenizar determinados efeitos colaterais causados pelos tratamentos.
A quantidade de alimento a ser ingerido varia de indivíduo para indivíduo, porém, a alimentação deve ser fracionada (cinco a seis refeições/dia), variando ao máximo os componentes do cardápio. A ingestão de líquidos (água, sucos, água de coco, sopas etc.) deve ser reforçada, para que haja eliminação da parte tóxica do medicamento.
OUTRAS DICAS QUE PODEM AJUDAR:
Saboreie seus pratos preferidos a qualquer hora do dia;
Alimente-se melhor na refeição que você sentir mais fome;
Procure não ingerir líquidos com as refeições para não se sentir muito cheio. Beba nos intervalos;
A apresentação da refeição é importante para abrir o apetite. Refeições atraentes, saborosas e variadas ajudam no sucesso da dieta. Utilize temperos e ervas para melhorar o sabor e aroma dos alimentos;
Atividades físicas leves antes das refeições, como caminhar, aumentam o apetite.
Visando às correções de alterações clinico-laboratoriais, foram desenvolvidos suplementos alimentares específicos para o tratamento oncológico. O objetivo da suplementação é fazer a compensação dos déficits alimentares, sem atrapalhar a nutrição do paciente. Os benefícios sugeridos em decorrência da suplementação oral são o aumento do peso ou pelo menos redução de sua perda, reforço da imunidade e melhora da qualidade de vida. Existem diversos tipos de suplementos disponíveis: hipercalóricos, hiperproteicos, enriquecidos com ácidos graxos que possuem ação antiinflamatória. Há também formulações enriquecidas de nutrientes que podem estimular o sistema imunológico e melhorar a qualidade de vida do paciente. Portanto, antes de optar pelo suplemento, é importante procurar orientação do médico e/ou nutricionista.
Durante o tratamento oncológico, o CPO oferece aos pacientes o acompanhamento nutricional para orientação de dieta, se há a necessidade da suplementação e qual tipo de suplemento está mais ou menos indicado.
A intervenção e acompanhamento nutricional é uma ferramenta fundamental que visa melhorar a qualidade de vida do paciente.
EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA E ALIMENTAÇÃO:
Recomendações nutricionais para melhorar os sintomas causados pelos tratamentos
Sintomas
Recomendações possíveis
Fadiga
Receber ajuda na acomodação à mesa;
Não ajudar na preparação dos alimentos;
Adaptar a consistência da dieta;
Náuseas e vômitos
Fracionar refeições;
Não ingerir líquidos durante as refeições;
Ficar afastado da cozinha durante o preparo das refeições;
Evitar os alimentos muito condimentados, gordurosos e doces;
Dar preferência a preparações em temperatura fria ou gelada ou à temperatura ambiente;
Não deitar-se logo após as refeições;
Alteração de paladar e odor
Manter a temperatura das refeições conforme melhor aceitar;
Substituir os alimentos pouco tolerados por aqueles nutricionalmente similares e melhor aceitos;
Melhorar a apresentação dos pratos;
Afta, dor para engolir e ulcerações na orofaringe
Antes das refeições, providenciar alívio da dor;
Evitar os alimentos irritantes (especiarias, secos, duros, ácidos, etc.);
Evitar extremos de temperatura;
Modificar a consistência da dieta para pastosa ou semissólida dependendo do grau de comprometimento da mucosa oral;
Cuidados com higiene oral;
Evitar bebidas alcoólicas, cafeína e tabaco;
Saciedade precoce
Fracionar refeições;
Evitar o consumo abundante de bebidas, especialmente durante as refeições;
Evitar alimentos crus;
Evitar preparações gordurosas ou muito ricas em molhos;
Diarreia
Aumentar a ingestão de líquidos;
Preferir refeição leve;
Ingerir pequenas porções durante o dia;
Utilizar temperos como cebola, alho, sal e óleo com moderação;
Suspender os alimentos laxativos (verduras, frutas como laranja, mamão, ameixa preta, côco);
Introduzir os alimentos constipantes como batata, mandioca, sagu;
Constipação Intestinal
(prisão de ventre)
Aumentar a ingestão de líquidos, dando preferência aos sucos laxativos;
Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras (legumes, frutas com casca ou bagaço, verduras cruas e cozidas, cereais integrais);
Evitar o consumo de maisena, creme de arroz, arrozina e fubá;
Praticar atividade física sob orientação médica
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