"Nunca imaginei que uma bombinha era necessidade especial", disse jovem de 15 anos, moradora de Lauro de Freitas, que não conseguiu fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (05/11) devido ao uso de uma bomba eletrônica de insulina. O uso de qualquer dispositivo eletrônico durante a prova é proibido.
Portadora da Diabetes tipo 1 desde os 8 anos idade, a garota por orientação médica passou a usar o aparelho que injeta e regula a medicação em seu corpo neste ano. A menina conta que chegou ao seu local de prova acompanhada da irmã, no Colégio Perfil, em Vilas do Atlântico por volta das 11h, mas não conseguiu realizar a prova.
"Meu pai disse que assim que eu chegasse no colégio para procurar a coordenação e informar sobre o meu aparelho. Me levaram para uma sala isolada e disseram que a bomba teria de ficar sobre a mesa". Ainda de acordo com a estudante, minutos depois uma pessoa entrou na sala e questionou se ela não poderia guardar o aparelho durante o exame.
A coordenação do exame informou a ela que não poderia fazer a prova. "Ela disse que não havia espaço na prova para informar que uso aquele aparelho. O máximo de tempo que posso ficar sem é de uma hora e mesmo assim posso passar mal", disse à garota que voltou para casa andando.
A estudante está no 1º ano do Ensino Médio e iria fazer a prova para testar o exame.
Arquivo pessoal
Fonte: Correio da Bahia



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