Portal entrevista diretora do Distrito Sanitário de Abrantes para apurar denúncias

 

O Portal tem recebido muitas denúncias da população em relação ao atendimento ofertado nas unidades de saúde da costa. Com o objetivo de buscar uma resposta, conversamos a com a diretora do Distrito Sanitário de Vila de Abrantes, a enfermeira Claudia Paixão, servidora concursada, mestre em ciências da saúde, especializada na gestão em saúde, que há um ano assumiu o desafio de administrar a saúde na orla.

O Distrito Sanitário atende desde Catu de Abrantes, a Cachoeirinha em Barra do Pojuca, até Machadinho, na Cascalheira. São 23 unidades de saúde, 116 unidades da atenção primária, três unidade de urgência e emergência, um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e o Multicentro.

Sobre o atendimento ofertado no Pronto Atendimento (PA) Dr. Artur Sampaio em Abrantes, que tem sido motivo de diversas reclamações em relação ao acolhimento e demora na troca de plantão dos médico, a gestora pontua que está trabalhando em cima disso. “Em momento algum a unidade fica sem médico, mas como a demanda tem aumentado, as vezes existe a necessidade dos dois plantonistas estarem na sala vermelha quando a situação do paciente é muito crítica. É importante que a denúncia aconteça para que a gente faça nossa parte, agora em contrapartida a gente precisa entender que ao chegar nas unidades em alguns casos, estão pacientes sem tolerância alguma, que não conseguem esperar cinco minutos, e a demanda está muito grande”, exalta.

A diretora ressalta que o “maior gargalo” que enfrenta hoje é a transferência de pacientes em situação crítica para unidades do estado. “Nossas unidades estão equipadas para atender todos os pacientes de emergência, mas em casos onde é preciso de um médico especialista estamos tendo dificuldade para regular, além de muito casos de violência, acidentes, muitos atendimentos voltados para a população que está envelhecendo e que não se cuidou, por isso a importância do acompanhamento nas unidades de saúde da família”.

Ainda em relação a demora nas transferências a diretora ressalta que não depende do município. “Temos sala vermelha, respirador, monitor multiparamédico, equipe preparada, mas para dar o primeiro atendimento, Infelizmente temos visto o paciente ficar seis, sete, oito dias e muitas das vezes morre e não consegue a vaga. Infelizmente a transferência não está dentro da nossa esfera, a central estadual de regulação responde ao governo do estado, mas temos tentado ao máximo e ofertado o que é disponibilizamos para salvar essa vida do paciente no PA”, explicou.

A demanda reprimida também foi pautada na entrevista, onde Claudia menciona que muitas pessoas agendam consultas, exames e não comparecem. “Tem uma desistência de até 40% e isso é muito ruim porque aquela vaga que o paciente ocupou, deixou de marcar para outro e isso é um custo porque pagamos ao médico. Por isso é importante que quem marcou e não puder ir entrar em contato com a unidade”, finaliza.

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