Castocracia

 

De maneira geral, os diversos seguimentos sociais e econômicos da sociedade se encontram castradas e preocupadas com as ações e atitudes do governo federal no que se refere a implantação de uma politica que possa amenizar o quadro de estagnação que se encontra o Brasil. Os trabalhadores não estão em condições de manter com dignidade suas famílias diante de uma inflação anual de 10,46%, além de não enxergar uma luz no fim do túnel.

Comprar proteína animal – carne – está imaginável. Qualquer peso de segunda não custa menos de R$30,00. Um quilo de osso bovino de primeira é ofertado por R$2,00 e de segunda R$1,00; combustível, energia e água sofreram aumento de 52,3%, 29,4% e 26,8% respectivamente; produtos básicos a exemplo de feijão, arroz, café, açúcar, farinha e óleo de soja sofrem aumento todos os dias em função dos preços de produção – energia, adubos e fertilizantes e transportes -. Estamos nos referindo aos que ainda se mantêm nos postos de trabalho, aposentados e pensionistas imaginem os 13 milhões de desempregados. Aparentemente impensável ou mesmo absurdo, mas é o que estamos a presenciar.

Numa exibição de incompetência, irresponsabilidade e autoritarismo, o governo de Jair Bolsonaro optou por promover o desequilíbrio das contas públicas, assim como, desmontar a estrutura do governo federal no sentido de apagar os feitos até então – dos governos anteriores – para buscar alianças com o capital interessados na exploração das riquezas ambiental.

Inicialmente permitiu a protelação da compra de vacinas para os brasileiros de empresas idôneas, no sentido que dirigentes do Ministério da Saúde articulassem um esquema junto a fornecedores com históricos imorais, assim como propagou métodos anticientíficos para o combate da pandemia. Adiante, promoveu a flexibilização das leis ambientais, desmontou a estrutura do IBAMA, da FUNAI e do Fundo da Amazonas. Demitiu servidores de carreira dos cargos de direção, supervisão e coordenação, no sentido de permitir que se promovesse queimadas e exploração de minérios. Suspendeu os convênios com as ONG’s, protelou assistência aos povos indígenas em relação a medicamentos e alimentação durante a pandemia.

Na área cientifica interviu diretamente para o corte de verbas para as pesquisas cientificas e tecnológicas, assim como das universidades e escolas técnicas. Inúmeras pesquisas e estudos em andamento foram paralisadas e centenas de estudantes com bolsa, tanto no Brasil como no exterior, tiveram que suspender as atividades. Na Coordenação de Pesquisas - CAPS, cento e trinta e oito cientista deixaram a instituição, CNPQ foram destituídos 236 profissionais e do Sistema Nacional de Mapeamento Aeroespacial 76.

Na policia Federal, mudou toda a direção, além de afastar o delegado e assessores que denunciaram o contrabando de madeira da floresta amazônica, o delegado que cuidava do inquérito das rachadinhas que envolve o seu filho, assim como a diretora do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural por notificar uma obra irregular, em Santa Catarina, de dos seus apoiadores.

Não bastasse, retirou do Banco Central o órgão que identifica e acompanha as movimentações de capital suspeitas de pessoas jurídicas e físicas, assim como esvaziou a estrutura da Receita Federal, tirando-lhes as condições para auditar grandes empresas e esquemas fraudulentos, além dos trabalhos nos portos e aeroportos no embarque e desembarque de mercadorias ocasionando a entrega dos cargos comissionados de 1230 servidores.

Que DEUS e os Orixás nos protejam.

Adelmo Borges  
 

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