Atualizada: Cantor Jau acusa restaurante em Salvador de ser um 'lugar racista'

 

Na noite da última quinta-feira (02/12), o cantor Jau divulgou um vídeo nas redes sociais onde acusa o Sette Restaurante de racismo, após ser impedido de entrar no local, de acordo com o artista, por conta de sua vestimenta. Segundo Jau, o estabelecimento que fica na Barra, em Salvador, justificou que suas roupas não estavam em conformidade com o ambiente.  

Nas imagens, o cantor mostra a roupa como estava vestido, pontuando que com “toda humildade”, podia entrar em qualquer ambiente, independentemente de sua cor.  “Vestido dessa forma só pode ser barrado no ambiente se houver algum problema racial, ou se houver algum problema de índole, ou se houver algum problema com essa pessoa, que não é meu caso. Eu sou artista da terra. Fui no restaurante Sette, fui barrado, impedido de entrar porque estava vestido assim", diz o cantor

Jau segue exaltando que o problema não estava na sua roupa. "Não era a indumentária, faltava-me talvez olhos azuis e cabelos louros, não os tenho, não culpo que os tem, não os quero ter, mas preciso da minha liberdade de ir e vir e hoje o restaurante Sette foi preconceituoso comigo e minha equipe não deixando a gente adentrar ao espaço. Não é um lugar democrático, não é um lugar frequentável, é um lugar racista", denunciou Jau.

Em entrevista ao Bahia Meio Dia, o advogado do Satte Restaurante, Dr. Joel Menezes, o cantor estava acompanhado de um amigo que vestia uma bermuda, e está fixado na entrada do estabelecimento a proibição desse tipo de vestimenta. "A acusação de racismo soa como um absurdo", disse o advogado.

Dr. Joel ainda explicou que assim como em casamentos, órgãos públicos e outros locais, que deixam claro qual o tipo de traje utilizado para tal ocasião, o Sette antes do ocorrido, já "adotava um código de vestimenta formal, inclusive mostrando placa afixada na porta do estabelecimento" e em suas redes sociais. "Regras existem para serem cumpridas", exaltou.

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