Mitomania

 

Desde a era e que Cristo viveu no mundo terrestre as mentiras ou omissões de uma verdade eram usadas para escapar da tirania dos mandatários, assim como para não revelar suas reais posições sobre um determinado assunto. Na época injurias e falsas verdade foram manifestadas para incriminar um defensor de direitos e dignidade humana, assim como testemunhos foram manipulados e oferecidos para definir o julgamento. Situações de iguais natureza foram utilizados pelos Hebreus, Romanos e sunitas para fomentar guerras, conquista de territórios, saques e apropriação de bens.

No período do reinado de Augusto I, com a intenção de constituir seu filho como primeiro mandatário da igreja católica, mentiras foram noticiadas no sentido de saquear todos os escritos da iniciação dos católicos que resultou na queima de quase a totalidade dos mesmos e outros foram enterrados nas areias da área descampada do condado onde atualmente se situa a Síria.

Com a intensão de invadir e se apropriar de territórios europeus, o exército de Napoleão Bonaparte fez espalhar notícias de ameaças que sua nação vinha sofrendo que poderia causar danos para seus compatriotas. O mesmo se utilizou Hitler para convencer a necessidade de segregar, manter em cativeiro e a morte os não arianos, assim como a necessidade da supremacia branca para fomentar a guerra mundial.

Para colonizar a África foram fomentadas as inverdades pela necessidade de melhorar as condições de vida da população africana, quando o propósito era a exploração de bens ferrosos e mão de obra barata, além da exportação de negros e negras como escravos. A colonização das terras da América do Sul e do Caribe não poderia ser realizada sem a mão-de-obra africana uma vez que não se poderia quantificar nem condicionar os índios para o trabalho de implantação de lavouras e exploração de minerais.

A história oficial relata fatos sobre os primeiros dias do território brasileiro em relação a abolição da escravatura, revolta dos balés, abolição da escravidão e independência do Brasil utilizando mentiras e distorções da verdade, assim como omite fases e fatos que levaram ao enforcamento de Tiradentes e seus parceiros no processo da inconfidência mineira, da guerra dos farroupilhas, da guerra dos canudos.

Em período mais recente as inverdades sobre a ameaça comunista, no Brasil, que levou ao ato de destituição do governo, impedimento do poder legislativo e limitação do judiciário em 1964, e as ações repressivas contra as manifestações e guerrilhas. As distorções da causa morte do estudante Edson dos Santos, de Marighela, do jornalista Vladimir e dos motivos da detonação de uma bomba próximo a uma manifestação de trabalhadores no Rio de Janeiro

A volta da normalidade democrática e dos direitos individuais não aboliu a mitomania que se manteve como arma primordial dos políticos de maneira mais sofisticada, dos capitalistas e até mesmo de progressista no sentido de mobilizar parte substancial da população.

Daí nos tempos de hoje surge o gripo oportuno.

Mito, minto, mito, minto, mito, minto, mito

Adelmo Borges dos Santos

Mais de