Ronda Maria da Penha de Entre Rios realiza ação em alusão ao Outubro Rosa

 

O mês de outubro é dedicado a campanhas diversas voltadas para prevenção e combate ao câncer de mama. Pensando em se alinhar a essa luta, a Ronda Maria da Penha, que responde a 56º Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e atende os municípios de Entre Rios, Esplanada e Cardeal da Silva, realizou no último sábado (23/10), uma ação em alusão ao Outubro Rosa, em Porto do Sauipe.

A frente da atividade, a subtenente Gleicimaia, que explicou como funcionam as ações itinerantes sobre o Outubro Rosa. “Nosso objetivo é esclarecer sobre a prevenção, combate à violência doméstica, em apoio a esse mês de prevenção e combate ao câncer de mama. Estamos aqui falando da importância do auto exame, do apoio de uma mulher com a outra, tanto em relação a violência doméstica, quanto na questão com os cuidados com a saúde”, disse.

No local estavam sendo distribuídos brindes simbólicos com frases motivacionais, junto com um panfleto informativo sobre como proceder mediante uma situação de violência doméstica. E se tratando de ações voltadas para as mulheres, a subtenente falou da importância do papel feminino na corporação. “Trazemos a delicadeza, conquistamos os nossos espaços, estabelecemos nossas competências, demonstrando o nosso valor na construção de uma sociedade que precisa desse olhar e desse cuidado que a mulher tem”.

Sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher, a subtenente pontuou que o sentimento como mulher é de frustração. “Graças a Deus temos uma história de cinco anos da Ronda Maria da Penha aqui nessa região, e nenhuma das nossas assistidas por medida protetiva aconteceu feminicídio. São muitos desafios, são parcerias que buscamos fazer para oferecer um bom serviço. É frustrante saber que temos tantos casos de violência, mas é satisfatório saber que fazemos diferença na vida dessas pessoas”, exaltou.

Um dos principais motivos que leva a violência contra a mulher, segundo a militar, é o machismo enraizado. “Quando uma mulher é agredida fisicamente, moralmente, quando ela sofre perseguição, quando ela sofre violência psicológica, violência patrimonial, toda uma família é desestruturada, então lutamos para que as entidades públicas e privadas colaborem no sentido de dar assistência e combater o machismo que está enraizado na sociedade”.

A subtenente destacou ainda a importância da família no combate a violência contra a mulher. “As crianças crescem em um padrão, repetem comportamentos como uma normalidade, e em alguns casos ressignificam e agem diferente, vivem no meio de violência mas querem fugir daquilo e não repetem mais. Temos o que reproduzem e os que ressignificam. E a família é de fundamental importância nesse contexto”.

   

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