Ex-moradora de Abrantes relata em redes sociais dificuldades enfrentadas pelo filho em Aeroporto de Istambul

 Arquivo pessoal

Um relato desesperado de uma ex-moradora de Vila de Abrantes, costa de Camaçari, e que atualmente reside no México, chamou a atenção do Portal para a forma como os brasileiros são tratados em outros países, principalmente em tempos de restrição devido a pandemia da Covid-19. Letícia Maciel, contou na manhã desta terça-feira (19/10), em suas redes sociais, as dificuldades que seu filho Márcio Farias Maciel Neto, está enfrentando no aeroporto de Istambul, na Turquia.

Segundo Letícia, Márcio que completou 21 anos hoje, há dois dias se encontrava no aeroporto de Istambul, após seu embarque para Porto ter sido denegado. “A companhia Turkish Airlines permitiu que ele embarcasse do Brasil com o passaporte irregular, ou seja, vai vencer em menos de três meses. Chegando em Istambul, já não deixaram ele embarcar para Porto, e disseram que não poderia usar a passagem de volta para regressar ao Brasil, que se quisesse sair do país, teria que pagar 1500 dólares. Quando ele disse que não tinha esse dinheiro, os funcionários da Turkish Airlines começaram a tratar ele mal, fazendo caras de desprezo e dizendo que isso era problema dele, e que decidisse logo se ia pagar ou se ia ficar”, disse.

Letícia conta que a filha que mora em Porto, foi no aeroporto e no guichê da Turkish Airlines, onde estranharam o fato da companhia não ter realocado o voo dele automaticamente. “Então, desde Portugal, a passagem dele foi realocada para hoje. Na ocasião, a minha filha disse aos funcionários que lhe estavam atendendo, que o PCR dele venceria ontem, e então, três funcionários da companhia disseram que ele não precisaria fazer outro PCR, porque ele estava em trânsito. Mesmo porque ele não poderia. Ele está restrito às zonas de embarque, de onde nunca saiu, porque o Brasil está na lista vermelha da Covid. Ou seja, ele não tem permissão para fazer o PCR no aeroporto. Os funcionários ainda disseram que quando embarcou do Brasil para Istambul, o PCR estava válido, e isso é o que importava. Entretanto, quando foi embarcar hoje, lhe barraram dizendo que necessitava um PCR atual”.

De acordo com Letícia, ao buscar o setor de emergência do consulado do Brasil na Turquia, foi informada que um funcionário tinha entrado em contato por telefone, mas nada foi resolvido. “Entretanto, nesse momento surgiu a informação de que o Brasil já aceita o teste do antígeno, e não somente PCR. Ou seja, uma luz no fim do túnel. O exame do antígeno está em uma zona onde ele tem acesso com passagem aérea em mãos. Mas a companhia somente deu essa informação quando barrou o embarque dele. Ocorre que o meu filho está sem dinheiro local e o cartão dele quebrou o chip. Ele está em um país estranho, sozinho, sem dinheiro para fazer o exame para viajar, e sem dinheiro para comer. A companhia aérea não quer nem saber. O consulado não tem autonomia para resolver. Ele está rodando pela zona de embarque buscando um brasileiro que possa sacar dinheiro local pra ele e que ele possa pagar com pix. Ao mesmo tempo estamos, à distância, tentando habilitar o aplicativo Samsung pay no celular dele, pra ele conseguir comprar comida, e trocar dinheiro numa casa de câmbio para pagar o exame”, explicou a mãe deseperada.

O descaso que vivência o filho de Letícia, é vivido constantemente por muitos brasileiros que são tratados com desrespeito em alguns países. O consulado tem o papel de mediador, de representação da administração pública de um país fora dele e está diretamente vinculado ao Ministério de Relações Exteriores para todos os assuntos relacionados à promoção e proteção dos interesses do Estado, cidadãos nacionais e imagem de um país no exterior. Até a postagem dessa matéria o problema não tinha resolvido.

Mais de Outras