Pescadores de Entre Rio reclamam de falta de apoio do poder público municipal

 

Com uma estrutura precária para atracar os barcos e receber os pescados, construída pelos próprios pescadores, as famílias de Porto do Saúpe, em Entre Rios, na Bahia, que dependem da pescaria, enfrentam dificuldades para levar comida para mesa. Sem apoio do poder público municipal, a classe tem contando com a sorte e com o que o mar oferece.

   

Segundo os pescadores, falta pessoas, entidades ou políticos que abracem a causa deles. “Nunca tivemos apoio nenhum. A gente não recebe o defeso como em outras colônias e não temos ninguém que entenda do assunto para correr atrás, somos largados aqui”, relatou seu Antônio Alves Dias.

Na Câmara de Vereadores tem dois representantes da região, no entanto os pescadores se sentem “abandonados” pelo governo. “Eu acho que não estamos mais no mapa da Bahia. Só aparece alguém aqui em período de eleição, tem que ter braço forte para aguentar as apertadas de mão dos candidatos. Ganhou a eleição tchau, não conheço, não te vi”, desabafa seu Antônio.

Os pescadores relatam que uma cooperativa foi criada, mas não deram continuidade. “Os barcos foram vendidos para Praia do Forte e Camaçari”, disse seu Carlos Soares.

Os pescadores são cadastrados em uma colônia de Praia do Forte, em Mata de São João, mas pouco têm acesso a informação e nenhum benefício.

   

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